Palavras da Autora



A revolta expressa em palavras, levando-me a descobrir que os demônios são chamados de santos quando comparados aos humanos...

A série nasceu de uma forma inusitada, em um momento de fúria e desgosto. Bem, na verdade, foi após todo o instante de ira repentina. A editora Arielli chegara ao seu fim e eu, basicamente, sofria de “depressão pós-queda”.  Então, escutando Lies, do grupo Evanescence, para me acalmar, veio a inspiração... Minha intenção era criar uma série “teen”, porém, intensa; uma nova versão de Arelli, só que mais contida e um tanto perdida, afinal, a protagonista seria uma eterna adolescente.
Enquanto a voz de Amy Lee me brindava com as intensas letras de “Lies”, decidi que a protagonista teria que armar seu reino em torno de “mentiras”, conforme sugere o título da música. Contudo, seria outra série com anjos?... Isso me atormentou um pouco, apesar de Arelli não ser apenas uma estória de alados e demônios. Foi quando me lembrei que quase não descrevi sobre os nephilins. E a oportunidade estava ali, bem debaixo do meu nariz. Mas eu queria bases sólidas para o meu texto. Sendo assim, fui pesquisar em uma passagem já conhecida e citada no primeiro livro que escrevi: Quebrando as Regras – Arelli. – Um texto bíblico – Gênesis 6:4 – fez toda a diferença para criar a primeira cena: uma nephilin vagando pelo deserto em busca da passagem que a levaria à outra dimensão, ao mundo onde estaria a Cidade dos Nephilins. Foi assim que surgiu “Filhos do Pecado”.
A pergunta que o leitor deve estar se fazendo nesse momento é: A nova protagonista é a versão adolescente de Arelli?
Respondo: de certa forma, sim. Lienne tem as mesmas descrições físicas da minha anjinha preferida. Entretanto, a nephilin é contida, sabe a hora certa de atacar. Eu quis fazer um jogo de personalidades, coloquei o avesso de uma na outra. Enquanto Arelli faz o tipo audaciosa e afoita, dessas que não levam desaforos para casa; Lienne é contida e fria, raciocina e guarda seu ódio para externá-lo no momento certo. É assim que a adulta assume seu lado adolescente e vice-versa.
Os pontos altos da série são três:
• As mentiras de Lienne e toda a confusão que isso lhe causou;
• Suas transformações desde o entendimento dos erros até a descoberta de um novo amor;
• A capacidade que nem ela mesma sabia que tinha: a de amar acima de tudo, a de morrer por alguém.
Eu quis testar a aceitação do público e lancei os três primeiros volumes completos para degustação na web. Porém, o fiz com pseudônimo, não quis ser julgada ou elogiada pela minha carga de Arelli e Eshan, séries que já têm sua bagagem de fama e adoradores. E, para minha surpresa, Filhos do Pecado foi um estouro! As resenhas foram surpreendentes...
Ok, não me considero tão boa assim, mas não posso negar a imensa felicidade que senti pela fama e legião de seguidores que conquistei com essa série.
Filhos do Pecado também tem seu lado sarcástico e divertido – mesmo confessando que cheguei a chorar ao escrever uma das cenas do terceiro livro, um fato raro para mim.
Um diferencial da série são os poemas que abrem gloriosamente cada capítulo, uma prévia do que o leitor encontrará nas cenas seguintes. Descobri meu lado “poeta” com os Filhos do Pecado e, confesso, surpreendi-me comigo mesma, pois não fazia ideia de que eu era capaz de criar um jogo de palavras que, em alguns títulos, chegava a ser complexo e enigmático.
E, tal como aconteceu com Arelli, Lienne não pôde ter sua estória com apenas uma série, minha imaginação é prolixa demais para isso. Sendo assim, joguei-me de cabeça e passei a criar um mundo novo, dei vida a uma nova série: Filhos do Poder. No total, as aventuras de Lienne e seus amigos alados abrangem duas séries com seis livros cada, tendo um número exato de doze livros; e mais seis spin-off’s, ou seja, dezoito volumes repletos de magia, sensualidade e diversão.
Findando o relato sobre Filhos do Pecado, não posso deixar de citar que, apesar da protagonista ter seu lado “Arelli” e algumas cenas semelhantes, Lienne é uma estória à parte, uma criação diferente. Ela está magoada, foi traída e busca vingança. No fim, a nephilin ama mais do que ela mesma poderia imaginar, e é por amor que faz o que faz.
Cidade dos Nephilins é considerado minha obra prima por alguns leitores. Porém, para mim, foi uma experiência libertadora e completamente esclarecedora... Aprendi que os demônios podem ser chamados de santos quando são comparados aos humanos.

Esse é meu novo mundo.
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